PARNA Saint-Hilaire/Lange convida para a 24ª Reunião Ordinária do seu Conselho Consultivo

Na próxima quinta-feira (07/06/18), será realizada a 24ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange. O evento acontecerá na Sala Multiuso da Universidade Federal do Paraná – Setor Litoral, localizada na Rua Jaguariaíva, 512, Caiobá, em Matinhos, das 9h00 às 12h00.

A pauta da reunião será a tomada de posse dos novos conselheiros (gestão 2018/2019) e a apresentação do projeto “Ciclo de Oficinas de Qualificação do Conselho Gestor do PARNA Saint-Hilaire/Lange”. O Ciclo de Oficinas tem como objetivos: qualificar os novos conselheiros do PNSHL para o desenvolvimento de suas atividades no Conselho, familiarizando-os com o processo de gestão da UC; empoderar os novos conselheiros, estimulando o envolvimento e participação dos mesmos na gestão da UC; promover o reconhecimento das aptidões dos conselheiros, pelo grupo e pelos gestores, a fim de valorizar experiências e saberes; identificar estratégias de gestão conjunta junto às representações do Conselho; desenvolver ações visando a elaboração do Plano de Manejo da UC; revisar o Regimento Interno do Conselho; e elaborar um novo Plano de Ação do Conselho Consultivo.

Toda a comunidade está convidada a participar da reunião.

No período da tarde, os novos conselheiros já participarão da 1ª Oficina do Ciclo de Qualificação do Conselho Gestor do PNSHL.

Anúncios

Voluntários realizam o 4º mutirão na trilha da Torre da Prata

No último dia 26 de agosto, antevéspera do Dia Nacional do Voluntariado, servidores do ICMBio, associados do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM) e voluntários das duas instituições realizaram o 4º Mutirão de Sinalização e Manutenção na Trilha da Torre da Prata.
Ao todo, entre voluntários e analistas ambientais do PARNA Saint-Hilaire/Lange e PARNA Marinho das Ilhas dos Currais, participaram 21 pessoas. Alguns voluntários já participam pela segunda ou terceira vez. Entre os voluntários, vários montanhistas, além de estudantes, professores, profissionais liberais e funcionários públicos.

Substituição de degraus de aço, na primeira etapa do mutirão – Foto: Simone Rodrigues, CPM

A trilha da Torre da Prata é extremamente exigente fisicamente e é frequentada por montanhistas e usuários com experiência em trilhas. Muitas vezes é iniciada de madrugada ou finalizada à noite, quando ainda está escuro, por isso adotou-se nela um modelo de sinalização refletiva.
As atividades realizadas foram: restauração de sinalização, desobstrução de leito e poda da vegetação do corredor da trilha, fechamento de atalhos e roçada da entrada da trilha. No total, foram removidos 22 troncos de árvores caídas na trilha e que a estavam bloqueando, ação que visou isolar trilhas alternativas abertas por usuários para desviar de alguns troncos. Dezenas de atalhos foram fechadas com corda de sisal e galhos secos. Foi roçada uma extensão de aproximadamente 200 metros na entrada da trilha, que estava tomada por vegetação de baixo porte, como capim, samambaias e bambus, dificultando o acesso dos visitantes.

Instalação de fitas refletivas para sinalização da trilha – Foto: Péricles Augusto dos Santos

No dia 05 de agosto, havia sido realizada a primeira etapa do mutirão na trilha, com atividades especializadas de substituição de cordas e instalação de degraus de aço em alguns trechos muito íngremes (18 degraus e cordas em dois trechos). Tais equipamentos têm o intuito de evitar a erosão da fina camada de solo nas laterais da trilha, por pisoteamento, impacto observado em trechos descobertos. Essa atividade contou com a participação apenas de 6 montanhistas experientes, devido ao grau de dificuldade.
Todas as atividades executadas pelos voluntários estão dentro da concepção de ordenamento da visitação no atrativo, que é histórica, e de melhoria da experiência do visitante. Os objetivos são proteger a flora e a fauna do Parque, dar maior segurança aos visitantes, e coibir atividades ilícitas (como corte de palmito e caça) através da presença institucional e de usuários “amigos da unidade”.

Fechamento de desvios e trilhas alternativas com corda de sisal – Foto: Rodrigo Filipak Torres

“Quando a trilha não está clara para o usuário, com bloqueio por vegetação ou troncos, os usuários podem buscar opções mais fáceis para passagem, gerando trilhas secundárias, que são indesejáveis. Uma trilha bem visível e uma boa sinalização são complementares e dão aos usuários segurança da trilha, minimizando o risco de se perderem em meio à mata, como ocorria há alguns anos, e evitando que pisoteiem a vegetação fora da trilha.” (Rodrigo Filipak, coordenador técnico do mutirão)

“Neste ano, o ICMBio renovou seu Programa de Voluntariado e o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange já está realizando algumas atividades que seguem as novas orientações e metodologias. Os mutirões são uma ferramenta de extrema importância para aproximar a sociedade da gestão do Parque e a proposta é realizar outras atividades com apoio de voluntários, em locais onde há visitação na unidade de conservação.” (Cristina Batista, coordenadora do voluntariado do PNSHL)

“Atuar no mutirão na trilha da Torre da Prata foi minha primeira atividade como voluntária do PNSHL. Pude aprender sobre a sinalização e o manejo correto da trilha, conhecer pessoas muito legais e ter a certeza de que a equipe do Parque está buscando garantir a preservação através do uso público, de modo consciente e seguro. Além disso, para nós que amamos o montanhismo, o voluntariado na UC é uma grande oportunidade de retribuir à natureza tudo o que ela nos proporciona.” (Isabel Cristina Martines, professora universitária, voluntária do ICMBio).

* Os degraus de aço instalados pelo CPM são da medida compensatória da Semana da Montanha de 2014 organizada pelo Clube, custeados pela Corrida da Montanha da TRC. O Grupo Corpo de Socorro da Montanha (COSMO) tem instalado os degraus na Serra do Mar, capacitado os montanhistas e emprestado equipamentos, como a furadeira utilizada na atividade.

Participantes do 4º mutirão na trilha da Torre da Prata, no dia 26 de agosto de 2017 – Foto: Péricles Augusto dos Santos

Mutirão para Manutenção de Trilha é Realizado no PNSHL

1_edit

Reunião inicial com voluntários para distribuir e orientar as atividades a serem realizadas no dia.

No último dia 5 de dezembro, “Dia Internacional do Voluntário”, o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL), juntamente com o Clube Paranaense de Montanhismo, promoveram um mutirão de voluntários para a manutenção da parte baixa da trilha da Torre da Prata. Esta trilha dá acesso ao cume da montanha mais alta da Serra da Prata, com aproximadamente 1.500 metros, e é utilizada por montanhistas há muitos anos, antes mesmo da criação do Parque Nacional.

 

Participaram do mutirão dois analistas ambientais da Unidade de Conservação e onze voluntários, que realizaram as seguintes atividades: roçada do início da trilha que estava tomada por capim e lírio-do-brejo (espécie exótica invasora); poda da vegetação do corredor da trilha; remoção de troncos grandes caídos que estavam causando desvios da trilha principal e gerando risco de segurança ao caminhante; contenções de erosão na trilha; fechamento de trilhas secundárias e atalhos; e manutenção das fitas refletivas de sinalização. Um dos voluntários foi o fotógrafo Péricles dos Santos, que acompanhou os trabalhos e fez belos registros (veja a galeria de fotos).

 

9_edit

Voluntária fechando trilhas marginais.

O aumento da presença institucional do ICMBio e parceiros na área é importante para melhorar a proteção da área, visto que existem trilhas secundárias abertas por caçadores e palmiteiros, bem como evidências de palmitos cortados na área. As atividades de manejo realizadas tiveram os seguintes objetivos: propiciar a permanência do caminhante na trilha principal, anulando a necessidade de abertura de desvios, alargamento da trilha e pisoteio da vegetação lateral; conter processos erosivos do solo; e tornar a trilha mais segura. Esse conjunto de ações proporcionará uma experiência de melhor qualidade ao visitante quando caminhar pela trilha, diminuindo ainda o risco de acidentes e de que o caminhante se perca em trilhas marginais.

DSC01787_edit

Fita refletiva de sinalização em tronco de árvore (fotografada com flash).

Uma vez que parte do percurso da trilha da Torre da Prata geralmente realiza-se à noite, a sinalização do tipo refletiva vem sendo testada e monitorada nesta trilha nos últimos três anos. Segundo relato do corpo de bombeiros, não houve mais incidentes de pessoas perdidas desde que este tipo de sinalização foi adotado.

O Parque Nacional agradece a participação de cada um dos voluntários, sem os quais tais ações não seriam possíveis. Novos mutirões para continuidade da manutenção da trilha nas partes média e alta devem ocorrer em 2016.

 

 

Galeria de fotos:

2_edit  4_edit  5_edit

DSC01829_edit  6_edit  7_edit

DSC01767_edit  DSC01827_edit  DSC01776_edit

DSC01766_edit  DSC01845_edit  DSC01842_edit

Pericles_FB_2  Pericles_FB_3

Na Trilha, documentário sobre PNSHL já está disponível

Na Trilha, documentário recém produzido por Péricles Augusto dos Santos, e tendo como tema o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL), está disponível online para o público.

Para mais informações, leia a matéria sobre o documentário.

 

Ações no PARNA Saint-Hilaire/Lange viram documentário

Uma das estratégias de divulgação das unidades de conservação (UCs), e consequentemente da importância destas para a sociedade, é utilizar ferramentas audiovisuais para mostrar suas histórias, potencialidades turísticas e biodiversidade. Dentre os formatos mais utilizados, destacam-se os vídeos, documentários e reportagens televisivas.

Com este objetivo, Péricles Augusto dos Santos, estudante do curso de graduação em Gestão Ambiental na Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Setor Litoral, desenvolveu um documentário sobre o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PHSHL). Este documentário fez parte do seu trabalho de conclusão de curso (TCC): “O Uso de Recursos Audiovisuais como Estratégia de Sensibilização Ambiental: Um Vídeo Sobre a Torre da Prata no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange”.

Com o título “Na Trilha da Conquista”, o documentário de 30 minutos mostra a história da conquista da Torre da Prata (atrativo do parque), ocorrida em 1944, e a abertura da trilha usada atualmente na subida da montanha (em 1966). Também são abordadas as atividades de ordenamento do uso público e de pesquisas científicas realizadas na UC recentemente. A conquista pessoal de Péricles em subir a montanha também é mencionada na produção.

O documentário foi exibido para a banca avaliadora e o público presente à apresentação do TCC de Péricles, no dia 14 de agosto, na UFPR Litoral, em Matinhos (PR) . Depois, o autor falou sobre o processo de produção do documentário, argumentando que o trabalho tem como principal objetivo ser um material de apoio na sensibilização da população quanto à importância do PNSHL.

Péricles, autor do documentário, apresentando o trabalho. Foto: Charlotte Couto Melo

Péricles, autor do documentário, apresentando o trabalho. Foto: Charlotte Couto Melo

Após a apresentação do estudante, a banca fez ponderações e sugestões de aperfeiçoamentos. O analista ambiental do PNSHL, Rodrigo Filipak Torres, fez parte da banca do trabalho e comentou que este tipo de iniciativa – produção de materiais audiovisuais – é muito importante para o parque, e deveria ser melhor explorada pelos órgãos gestores das UCs no Brasil.

A produção do documentário teve a orientação da professora Liliani Marília Tiepolo, da UFPR.

O trailer do documentário pode ser conferido em: http://vimeo.com/70988366

*Em tempo: o documentário acaba de ser selecionado para o Rio Mountain Festival 2013 – 13ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha, na categoria “Natura Doc” (filmes de natureza ou de proteção ao meio ambiente).  A mostra acontecerá de 15 a 19 de outubro de 2013, no Rio de Janeiro. Parabéns, Péricles!!

.

Esta é a terceira vez que o PNSHL é abordado em uma produção audiovisual.
A primeira foi no documentário “Quem Acordou o Dragão?”, que fez um relato sobre os desastres ambientais de março de 2011 no litoral do Paraná, também afetando o parque.
Também produzido por Péricles, o vídeo “Na Trilha da Prata” fez a divulgação da implantação da sinalização na Trilha da Torre da Prata.

PNSHL participa de apresentação sobre Trilha da Torre da Prata no CEM

Estudante apresentando relatório. Foto: Acervo PNSHL

Estudante apresentando relatório. Foto: Acervo PNSHL

Na tarde do dia 21/06 analistas ambientais do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL) assistiram uma apresentação dos alunos do curso de Oceanografia do Centro de Estudos Mar – CEM/UFPR relatando um estudo que realizaram na disciplina optativa “Turismo e Natureza”, ministrada pelo Professor José Claro da Fonseca Neto. O estudo envolveu uma atividade de campo realizada nos dias 14 e 15 de junho, na Trilha da Torre da Prata, e teve como objetivo realizar uma avaliação turística rápida (ATR) da trilha e desenvolver um protocolo de operação padrão (POP), que foram apresentados pelos estudantes e pelo professor na forma de um relatório. A ATR é uma avaliação da trilha do ponto de vista de uso turístico, como estado de conservação, sinalização e grau de dificuldade do percurso. O POP é um protocolo de uso da trilha, que informa como deve ser feita a preparação para a visitação, o que é preciso saber para a segurança dos visitantes e o que é preciso levar para a caminhada na trilha.

Após a apresentação, os estudantes puderam discutir, sanar dúvidas, sugerir e receber sugestões da equipe do PNSHL quanto ao trabalho apresentado. Aproveitou-se o momento para convidar os estudantes para participarem do programa de voluntariado existente no parque.

Voluntários realizam atividade de marcação de trilha no PNSHL

Voluntários vieram de Curitiba, Morretes e Matinhos para colaborar no mutirão de sinalização da trilha da Torre da Prata.

Apesar da previsão de chuva, onze voluntários se dispuseram a colaborar na marcação da mais longa das trilhas atualmente visitadas no Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange: a trilha da Torre da Prata. Vindos de Curitiba e Morretes, membros do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM) se encontraram com dois analistas ambientais do Parque e outros voluntários de Matinhos para realizar o trabalho, que se estendeu até a noite. A atividade, realizada no último sábado, foi organizada em conjunto pela equipe do Parque e a diretoria do CPM e faz parte da programação da Câmara Técnica de Montanhismo e Ordenamento da Visitação criada pelo Conselho Consultivo no final de 2011.

A trilha da Torre da Prata é linear, possui quase sete quilômetros de extensão e foi aberta em 1966 (trinta e cinco anos antes da criação do PNSHL) como uma alternativa para o caminho utilizado na conquista da montanha, em 1944, que durava três dias. A inclinação acentuada do terreno, a partir da metade do caminho, faz com que a subida seja difícil e exija grande esforço físico, motivo pelo qual ela é feita especialmente por montanhistas. Atalhos criados por exploradores ocasionais ou moradores da região, trilhas abertas por praticantes de atividades ilegais, caminhos usados por  animais ou decorrentes do fluxo de água das chuvas foram se somando à trilha principal e confundindo os visitantes. Surgiram, então, as marcações feitas com fitas adesivas coloridas, fitas “zebradas” e até mesmo sacolas plásticas.

Após a criação da Câmara Técnica pelo Conselho, iniciou-se o processo de planejamento para o ordenamento do uso da trilha visando a segurança do visitante e a proteção e recuperação da vegetação nativa, com o fechamento de atalhos. Foram sinalizados: o trecho mais longo da trilha principal, desde seu início até os campos de altitude, a cerca de 1.300 metros sobre o nível do mar, e uma trilha secundária. O mau tempo prejudicou os trabalhos e não foi possível concluir a sinalização de um pequeno trecho de floresta próximo ao cume, situado depois dos campos de altitude. Será marcada uma nova data para finalizar a sinalização, porém naquele local não existem bifurcações e o risco de um visitante não encontrar o caminho é praticamente inexistente.

No mutirão, foram utilizadas duas técnicas: em um dos acessos as árvores receberam marcação com tinta esmalte de alto brilho, técnica que vem sendo adotada pelo ICMBio em diversas Unidades de Conservação; em outro foi aplicada a técnica consagrada pelos montanhistas do Paraná, que consiste no uso de fitas adesivas (foi escolhida fita adesiva refletiva, pois é comum que o visitante que não pernoita no alto da montanha inicie ou finalize a caminhada no escuro, guiado somente por lanternas). A equipe do Parque e os membros do CPM realizarão uma pesquisa de longo prazo para avaliar qual a estratégia de marcação mais adequada, segundo critérios de durabilidade do material, perda da visibilidade diurna e noturna ao longo do tempo, necessidade de manutenção, susceptibilidade a vandalismo e aceitação pelo usuário.

Entre as próximas atividades da Câmara Técnica estão: a discussão e elaboração de uma portaria de ordenamento da atividade de visitação na trilha da Torre da Prata; a sinalização de outras trilhas de menor complexidade, porém muito visitadas nos meses de verão, como a trilha do Salto do Tigre; e a consolidação da parceria entre o CPM e o ICMBio, por meio da assinatura de de um Termo de Reciprocidade. O documento está sendo elaborado pelas duas instituições e, em breve, seguirá para análise do setor jurídico do órgão governamental.