Molusco nativo tem novas ocorrências registradas no PNSHL

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná publicaram recentemente uma nota científica sobre a ocorrência conhecida do caracol terrestre da espécie Mirinaba cadeadensis. Este trabalho foi elaborado utilizando material depositado no Museu de História Natural Capão da Imbuia (Curitiba – PR), e espécimes coletados em 11 localidades diferentes do litoral paranaense, sendo nove destas localizados no interior do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL).

O pesquisador Carlos Birckolz, um dos autores do estudo, ressalta que inicialmente ele e seus colegas acreditavam tratar-se de outra espécie de caracol, Mirinaba erythrosoma, também mencionada em bibliografia, como tendo ocorrência para o PNSHL. Ele também menciona “que esta ocorrência possivelmente seja um erro de identificação do pesquisador Frederico Lange de Morretes, feita em 1949, e na época Mirinaba cadeadensis ainda não havia sido descrita”.

A coleta do material de pesquisa teve licença do ICMBio através do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO), e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

A nota científica foi publicada na revista eletrônica Check List – Journal of species list and distributione encontra-se disponível para leitura, em inglês, aqui.

Mirinaba Cadeadensis

Mirinaba cadeadensis

Veja também: Jatutá e Caramujo-gigante-africano: quem é quem?

4 Respostas

  1. Pesquisas nacionais para gringo ler… belo exemplo…. parabéns UFPR, difundindo conhecimento para poucos…

    • Prezado Noazir,

      – Talvez você não saiba, mas para os cientistas brasileiros, está cada vez mais difícil publicar em língua portuguesa, mesmo em periódicos nacionais. A tarefa de tradução é árdua para os autores, acredite.

      – No campo científico, os artigos publicados em inglês – língua adotada pela ciência moderna – têm mais peso do que os publicados em uma língua pouco usada mundialmente, como o português. O uso da língua inglesa é uma política internacional dos periódicos científicos, tendo seus prós (internacionalização da publicação) e contras (dificuldade de leitura por quem não sabe inglês).

      – O fato do artigo ser em inglês permite aos poucos especialistas em grupos zoológicos/botânicos específicos – como no caso desses caracóis – fazer estudos evolutivos e comparativos com outros ou com o mesmo grupo, permitindo a ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade.

      – Lembrando que animais e plantas não conhecem limites políticos, culturais ou linguísticos humanos. Assim, o que um pesquisador descobre aqui no Brasil pode ser de interesse para pesquisadores de países vizinhos que têm o mesmo animal/planta em seus limites geopolíticos.

      – Parte deste estudo foi apresentado no Encontro Brasileiro de Malacologia, neste ano, no Rio de Janeiro. Um resumo – em português – pode ser encontrado neste link: https://docs.google.com/file/d/0B9WLqTCfgEYHTG9lZHB3amlkTWs/edit

      Atenciosamente,
      Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange

      • Veja bem, a “crítica” não é em relação a publicação em inglês (sei disso pq sou professor da pós graduação). A crítica é em relação a falta da publicação em português, difundindo o conhecimento científico para a população em geral e não apenas à grupo específico de cientistas.

  2. É verdade, Noazir. Divulgação científica, em linguagem acessível à população em geral, é realmente uma área na qual o Brasil é bastante carente, e muitas vezes não há o comprometimento dos produtores das pesquisas com isso. Tentamos divulgar as pesquisas que acontecem aqui no Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, sempre que possível, através do nosso blog e do Facebook do Parque ( https://www.facebook.com/parna.sainthilairelange ).

    Atenciosamente,
    Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange

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