Projeto viabiliza o diálogo entre a UFPR, o PNSHL e moradores no litoral do Paraná

O projeto envolve agricultores, professores e alunos da UFPR Litoral e representantes do Parque.

O projeto Desenvolvimento e Inovação em Áreas de Conservação Ambiental e Agricultura no litoral do Paraná proposto pela UFPR Litoral, teve início em 2011 e foi apresentado na 9ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange.

Mesmo antes da criação do projeto, as áreas agrícolas vinham sendo visitadas por estudantes do curso de Agroecologia da UFPR no módulo de Manejo de Fauna e Flora, juntamente com a professora Marcia Marzagão Ribeiro. Após a aprovação, o projeto teve sua inserção no Banpesq (banco de pesquisas da UFPR) e estas áreas passaram a ser visitadas por professores, estudantes, técnicos e gestores da área ambiental e agrícola em reuniões mensais promovidas pelo projeto e outras atividades como de capacitação e reuniões do Parque.

Dos objetivos gerais constam a organização das propriedades e a adequação ambiental, enquanto que os objetivos específicos incluem a aplicação de questionários e elaboração dos croquis das propriedades. Uma parte dos produtores envolvidos no projeto forma o grupo Cheiro da Mata, que pretende organizar as propriedades para obter a certificação orgânica. Para a adequação ambiental se discutiu os preceitos para proteção dos recursos naturais para a produção agrobiodiversa e o SISLEG (Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Legal e áreas de Preservação Permanente) cuja implantação é de responsabilidade do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Dos resultados obtidos nas propriedades amostradas verificou-se a boa diversidade de espécies cultivadas nas propriedades agrícolas, mão de obra escassa e baixa tecnologia no manejo. Levantou-se a dificuldade de produção de hortaliças no período entre novembro e fevereiro, devido às condições climáticas inadequadas para o cultivo: Projeto_UFPR_Litoral-Tabelatemperaturas registraram médias acima dos 270 C  e alta pluviosidade. Nestas temperaturas, das espécies cultivadas a fruticultura demonstra potencial em propriedades ou locais onde o solo não encharque. Levantou-se a necessidade de um arranjo local de produção para o resgate das espécies da agrobiodiversidade.

O projeto pretende, com a sua continuidade, agregar outros agricultores e melhorar o serviço de acompanhamento destas propriedades, junto ao Parque e em suas novas ações referentes ao plano de manejo e as questões relacionadas à possíveis conflitos. Como foco, uma das propriedades, onde o acolhimento do projeto se deu desde o seu início, tem sido referência. Isto com o intuito de multiplicar as ações, de forma que elas se concretizem e estejam ao alcance de todos os agricultores que por ventura tenham interesse neste desenvolvimento.

Este trabalho que se faz junto aos moradores da área de proteção, aproxima o Parque, esclarece suas ações e propicia a visibilidade das pessoas no entorno. Quando o título do projeto pensa em desenvolvimento, entendam-se condições dignas econômicas para as pessoas; e inovação entenda-se: quando se trabalha meio ambiente e agricultura em paralelo com os mesmos objetivos e não na contra mão.

Por fim o agradecimento aos agricultores, estudantes, professores, UFPR, PNSHL, Emater e  IAP. A união faz a força!

Texto e figuras: Marcia Marzagão Ribeiro

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