SAL da terra: projeto apoia a agroindústria familiar no entorno do PNSHL

Equipe da Motirõ conversa com agricultores. Foto: Juliana Melchiori/Motirõ

Equipe da Motirõ conversa com agricultores. Foto: Juliana Melchiori/Motirõ

Agricultores que trabalham no entorno, ou mesmo no interior do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL), estão participando de um projeto, desenvolvido pela cooperativa Motirõ, que visa organizar a atividade agroindustrial. O projeto, denominado “Sistema Agroalimentar Localizado: o tempero para construção de conhecimento e empoderamento das agroindústrias familiares na zona rural do município de Paranaguá”, ou simplesmente “Projeto SAL”, irá trabalhar diretamente com 15 agroindústrias familiares, localizadas no entorno da rodovia PR 508 e do PNSHL, no município de Paranaguá.

Produtos da agroindústria familiar fabricados no entorno do PNSHL. Foto: Juliana Melchiori/Moritõ

Produtos da agroindústria familiar fabricados no entorno do PNSHL. Foto: Juliana Melchiori/Moritõ

Juliana Melchiori, da Motirõ, explica que “em um período de dois anos, os agricultores terão a possibilidade de ampliar a geração de trabalho e renda na região, por meio de ações que permitem um aprimoramento na gestão e planejamento de suas pequenas agroindústrias”. O projeto elaborado pela Motirõ foi aprovado pela Petrobrás em 2012, porém os recursos estão sendo liberados somente agora, após a conclusão dos trâmites burocráticos. Desde o início da proposta o PNSHL se dispôs a participar como instituição parceira, colocando à disposição a equipe técnica e a base de dados.

Vista do PNSHL em propriedade de agricultor. Foto: Renata Sembay/Motirõ

Vista do PNSHL em propriedade de agricultor. Foto: Renata Sembay/Motirõ

Juliana destaca também “a importância da parceria entre a cooperativa e o grupo gestor do parque, para que juntos possamos, além de conservar um dos últimos refúgios de Mata Atlântica que favorece a sobrevivência de espécies altamente especializadas, gerar trabalho e renda às populações localizadas no entorno do Parque, valorizando e potencializando a qualidade dos produtos oriundos dos agricultores familiares da região”. Esta parceria, entretanto, vai além dos projetos: a Motirõ é uma das organizações não governamentais que tem assento no Conselho Consultivo do Parque.

Motirõ

No linguajar tupi-guarani, MOTIRÕ representa a união de pessoas que, em comunhão, buscam atingir determinado objetivo.

A Motirõ Sociedade Cooperativa é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 2009 no município de Matinhos, Litoral Paranaense. Por meio da execução de projetos, tem por objetivo desenvolver junto com as comunidades litorâneas o empoderamento e a organização dessas populações e do ambiente em que estão inseridas, tanto urbano quanto rural, de modo a otimizar a interação entre ser humano-ambiente. Vale ressaltar que o cenário em que a cooperativa se encontra apresenta um rico patrimônio histórico e cultural e uma das maiores diversidades biológicas do planeta, ao mesmo tempo, possui um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano do país, alta concentração de renda, elevada taxa de desemprego, entre outras problemáticas da atualidade que são agravadas no local devido as suas especificidades.

Atualmente, dois projetos da cooperativa estão com financiamento aprovado:

  • pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) no programa de extensão “Universidade Sem Fronteiras” o projeto: “Redes de comercialização: consolidando vínculos entre agricultores (as) e consumidores (as) de produtos agroecológicos no litoral do Paraná” (www.redesdecomercialização.motiro.org) e
  • pela Petrobrás o projeto “Sistema Agroalimentar Localizado: o tempero para construção de conhecimento e empoderamento das agroindústrias familiares na zona rural do município de Paranaguá” (www.sal.motiro.org).

Texto: Juliana Melchiori/Motirõ e Beatriz Gomes/PNSHL

Uma resposta

  1. […] da rodovia PR-508 e que visa o fortalecimento da agroindústria de base familiar na região: o Projeto SAL – Sistema Agroalimentar Localizado. Depois foi a vez do Professor Francisco Xavier, do Instituto […]

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