Curso de Agroecologia da UFPR-Litoral desenvolve projeto no entorno do PNSHL

Instalado em Matinhos, o Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná possui um projeto político pedagógico diferenciado, que propõe a formação voltada para a realidade regional, com vistas ao desenvolvimento sustentável do litoral do Paraná. Sua proposta pedagógica é baseada em projetos desenvolvidos junto às comunidades e as atividades de ensino, pesquisa e extensão são desenvolvidas de forma integrada.

Dada a localização do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL), vários dos projetos de aprendizagem são realizados no entorno da área protegida e também dentro de seus limites. Um destes projetos é coordenado pela Professora Márcia Marzagão Ribeiro, do curso de Agroecologia, e vem sendo executado desde o início de 2011 com agricultores da região das colônias localizadas à margem da rodovia PR-508 (Alexandra-Matinhos).

O projeto, intitulado “Desenvolvimento e inovação em áreas de conservação ambiental e produção agrícola no litoral do Paraná”, pretende realizar o diagnóstico social, econômico e ambiental e propor a inovação de produtos e o desenvolvimento tecnológico da agricultura em bases sustentáveis, compatibilizando a produção agrícola e a conservação ambiental. Os produtores que aderiram ao projeto se encontram distribuídos pelas colônias São Luiz, Quintilha, Maria Luiza e Pereira, município de Paranaguá, região vizinha ao Parque Nacional. Para execução do projeto, a professora Márcia buscou a parceria do PNSHL e de outras instituições, como a EMATER e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Entre os itens discutidos mensalmente pelos agricultores e a equipe da UFPR-Litoral estão: a adequação ambiental das propriedades, visando não apenas o atendimento à legislação, mas, principalmente a conservação da água e do solo; o planejamento da produção de forma a promover a transição do modelo tradicional para o sistema agroflorestal; e a formação de uma rede de produtores capazes de fazer a autocertificação de seus produtos e participar da Rede Ecovida de Agroecologia, uma forma de melhorar a qualidade dos produtos e acessar os mercados consumidores mais exigentes.

Uma pequena parcela dos agricultores envolvidos no projeto ainda se encontra dentro dos limites do PNSHL e suas atividades encontram amparo legal (Lei n° 9.985/200, Art. 42) até que sejam concluídos os processos de indenização ou reassentamento. Para estes produtores, os alunos do curso de Agroecologia envolvidos no projeto, orientados pela equipe do PNSHL e pela professora Márcia, realizarão um mapeamento detalhado da propriedade, com o objetivo de subsidiar a elaboração de termos de compromisso entre o produtores e a administração do Parque – uma forma de compatibilizar a presença das populações residentes com os objetivos da unidade, sem prejuízo de seus modos de vida, fontes de subsistência e locais de moradia.

Para conhecer o projeto na íntegra, clique aqui.

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