Encerrada capacitação sobre Plano de Manejo

Na última terça feira, dia 27, a equipe do ICMBio realizou a etapa final do Ciclo de Capacitação sobre Plano de Manejo, dirigida ao Conselho Consultivo do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, com a participação de trinta e cinco pessoas.

Conselheiros, moradores de comunidades rurais convidados e alunos do curso de Gestão Ambiental da UFPR – Litoral participaram das atividades conduzidas por Ofélia Willmersdorf, que tem grande experiência na elaboração e no acompanhamento de Planos de Manejo. Ofélia é  funcionária do ICMBio e trabalha na Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó, São Paulo.

Participantes conheceram as etapas da elaboração de um plano de manejo

No período da manhã a instrutora apresentou as etapas de elaboração de um Plano de Manejo, conforme o Roteiro Metodológico adotado pelo ICMBio para planejamento de Parques Nacionais. A palestra enfatizou as diferentes formas de participação da sociedade na construção do plano como: consulta aos órgãos públicos, oficinas abertas a todos os interessados, reuniões com os representantes do Conselho Consultivo do Parque e com os pesquisadores que desenvolvem trabalhos na região. Durante a apresentação, os presentes expuseram suas dúvidas e expectativas com relação à participação da população no processo. Ofélia mostrou que a população contribui com seus conhecimentos e opiniões desde a fase de diagnóstico – quando são coletadas informações sobre os aspectos sociais, econômicos, biológicos e físicos da região – até a fase final do planejamento, na qual é proposto o zoneamento e as atividades prioritárias a serem desenvolvidas na Unidade de Conservação. Esta política de inclusão da sociedade na gestão das áreas protegidas vem se afirmando desde a publicação da Lei n° 9.985 de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e é uma das principais diretrizes do ICMBio.

Conselheiros experimentam técnicas que serão usadas nas consultas para o plano de manejo

À tarde, os presentes foram divididos em quatro grupos e fizeram um exercício para se familiarizarem a mais uma das metodologias que serão utilizadas nas futuras oficinas, quando ajudarão a construir a Missão e a Visão de futuro do Parque, elementos que norteiam o planejamento da área. A última atividade, desfeitos os grupos, foi a apresentação e discussão dos resultados. Não houve tempo para que as propostas fossem sintetizadas em um texto único que representasse a  ideia dos participantes sobre a Missão e a Visão de futuro da unidade de conservação. Ofélia se comprometeu a realizar este trabalho e encaminhar o resultado à equipe do Parque, para que seja apresentado na próxima reunião do Conselho.

A realização do curso recebeu apoio da Coordenação de Educação Ambiental e Capacitação do ICMBio, do Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná e da Sanepar.

Capacitação enfocará a participação comunitária na elaboração do Plano de Manejo

Ao longo do dia de hoje, os membros do Conselho Consultivo do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange participarão da última etapa do curso sobre Plano de Manejo, planejado pela equipe do ICMBio e realizada em três etapas, devido à complexidade do assunto.

As atividades serão conduzidas pela Engenheira Agrônoma Ofélia de Fátima Gil Willmensdorf, que tem grande experiência na elaboração de planos de manejo e condução de processos participativos. Ofélia também é Analista Ambiental do ICMBio e trabalha na Floresta Nacional de Ipanema, localizada em Iperó, Estado de São Paulo.

A participação comunitária na construção do plano de manejo será o principal tema a ser desenvolvido, por meio de atividades em grupo que, além de facilitar a discussão e estimular a participação de todos, têm como objetivo familiarizar os participantes com as metodologias que serão utilizadas nas consultas à sociedade durante a preparação do plano.

Nas etapas anteriores do curso, realizadas nos dias 02 e 30 de agosto, os conselheiros trabalharam alguns dos conceitos legais sobre Unidades de Conservação e a percepção do grupo a respeito de temas como: as consequências da criação do Parque (positivas ou não); a proximidade e relação que cada município ou comunidade tem com a unidade de conservação, suas potencialidades e problemas. Na avaliação da equipe do Parque, o interesse e a participação dos conselheiros ao longo do curso tem sido muito boa, especialmente daqueles que representam as comunidades rurais vizinhas.

O evento será realizado na UFPR-Litoral, em Caiobá, e a participação é limitada aos conselheiros, lideranças comunitárias convidadas e alunos do sétimo período do curso de Gestão Ambiental da UFPR-Litoral que cursam o módulo “Manejo de Áreas Naturais Protegidas”.

Capacitação sobre Plano de Manejo terá última etapa na próxima semana

Na próxima terça feira, dia 27, o Conselho Consultivo do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL) participará da terceira e última etapa do ciclo de capacitação sobre Plano de Manejo. Nas etapas anteriores, as atividades propostas enfocaram a legislação referente a Unidades de Conservação, noções gerais sobre o processo de elaboração do plano de manejo e a percepção sobre a relação existente entre o Parque e os municípios abrangidos por ele, tanto no âmbito das comunidades como das instituições, identificando potencialidades e dificuldades.

A finalidade principal do curso é dotar os membros do Conselho Consultivo de ferramentas e conhecimentos que permitam o real e efetivo acompanhamento da elaboração do planejamento desta Unidade de Conservação, além de apresentar e praticar metodologias que os conselheiros possam replicar em suas comunidades e instituições a fim de discutir o tema e sensibilizá-las a participarem do processo de construção do plano.

O evento ocorrerá na UFPR-Litoral e, por se tratar de uma capacitação, a participação é restrita às pessoas que participaram das etapas anteriores. No mês de novembro será realizada reunião ordinária do Conselho, aberta à todos os interessados.

UFPR-Litoral desenvolverá projetos de aprendizagem no PNSHL

Estudantes do curso de Gestão Ambiental do Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR-Litoral) escolheram ontem, 20, as regiões do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange onde desenvolverão projetos de aprendizagem do módulo de Introdução ao Sistema de Informações Geográficas.

Rodrigo apresenta o Parque a alunos de Gestão Ambiental

Convidados pelo professor Rangel Angelotti, coordenador do módulo, os analistas ambientais do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange, Rodrigo Filipak e Beatriz Gomes apresentaram aos alunos os aspectos gerais da Unidade de Conservação e as diversas formas de aplicação das ferramentas de geoprocessamento na sua gestão, com o objetivo de subsidiar a escolha das regiões a serem mapeadas.

Após a discussão, foram escolhidos três temas para realização dos projetos: ocorrência de espécies exóticas invasoras, potencial turístico e ocupação humana; que serão desenvolvidos em regiões distintas: rodovia PR -508 (Alexandra-Matinhos), Estrada do Parati e a interface entre os limites do Parque e a zona urbana de Matinhos.

A partir da próxima semana, os estudantes, divididos em três grupos, aprenderão a utilizar aparelhos de GPS e irão à campo para coletar os dados necessários para elaboração dos mapas. Além do mapeamento, cada grupo realizará uma pesquisa bibliográfica sobre o tema escolhido, a fim de contextualizar a problemática ambiental.

Outros módulos do curso de Gestão Ambiental e do curso de Agroecologia também desenvolvem projetos na área do Parque ou na região vizinha a ele. Esta é uma iniciativa extremamente válida e desejável, que concretiza a parceria entre o Parque Nacional e a Universidade, gerando benefícios não só para as duas instituições, como também à comunidade, uma vez que o Projeto Pedagógico da UFPR-Litoral visa a construção de um novo ciclo de desenvolvimento regional.

ICMBio lança edital para concessão de bolsas de auxílio e fomento à pesquisa

Brasília (15/09/2011) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) torna público o lançamento de Edital para a concessão de bolsas de auxílio e fomento à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico nas modalidades Apoio Científico e de Apoio Técnico Científico, para apoio ao desenvolvimento das atribuições da Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio) do Instituto.

O processo de seleção será constituído por duas etapas: análise de currículos e entrevista. Os interessados devem enviar os currículos (com a respectiva documentação solicitada no Edital) para o e-mail: fundacaoflora@gmail.com até o dia 30 de setembro. As bolsas terão duração de 6 a 12 meses, com a possibilidade de prorrogação por igual período.

Os escolhidos na seleção irão desenvolver trabalhos relacionados a avaliação do estado de conservação das espécies da fauna brasileira; elaboração e implementação dos Planos de Ação para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção; monitoramento do estado de conservação da biodiversidade em Unidades de Conservação Federais e fortalecimento e estruturação dos Centros de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Brasileira.

A seleção acontece no âmbito do Projeto Nacional das Ações Integradas Público-Privadas para a Biodiversidade (PROBIO II). Objetivando as ações competentes ao ICMBio e a contratação de prestação de serviços n 96/2011, a Fundação Flora de Apoio à Botânica está habilitada para administração, controle e pagamento das bolsas.

PROBIO II

O Fundo Mundial para o Meio Ambiente realizou uma doação por meio do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Banco Mundial) para financiar o Projeto Nacional das Ações Integradas Público-Privadas para a Biodiversidade. A iniciativa visa contribuir de forma significativa para a redução da perda da biodiversidade e está sendo executado por meio de parceria estabelecida entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e a Caixa Econômica Federal.

Para a implementação do Projeto foram estabelecidas parcerias estretégicas com o ICMBio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Ascom ICMBio
(61) 3341-9280

Curso de Agroecologia da UFPR-Litoral desenvolve projeto no entorno do PNSHL

Instalado em Matinhos, o Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná possui um projeto político pedagógico diferenciado, que propõe a formação voltada para a realidade regional, com vistas ao desenvolvimento sustentável do litoral do Paraná. Sua proposta pedagógica é baseada em projetos desenvolvidos junto às comunidades e as atividades de ensino, pesquisa e extensão são desenvolvidas de forma integrada.

Dada a localização do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL), vários dos projetos de aprendizagem são realizados no entorno da área protegida e também dentro de seus limites. Um destes projetos é coordenado pela Professora Márcia Marzagão Ribeiro, do curso de Agroecologia, e vem sendo executado desde o início de 2011 com agricultores da região das colônias localizadas à margem da rodovia PR-508 (Alexandra-Matinhos).

O projeto, intitulado “Desenvolvimento e inovação em áreas de conservação ambiental e produção agrícola no litoral do Paraná”, pretende realizar o diagnóstico social, econômico e ambiental e propor a inovação de produtos e o desenvolvimento tecnológico da agricultura em bases sustentáveis, compatibilizando a produção agrícola e a conservação ambiental. Os produtores que aderiram ao projeto se encontram distribuídos pelas colônias São Luiz, Quintilha, Maria Luiza e Pereira, município de Paranaguá, região vizinha ao Parque Nacional. Para execução do projeto, a professora Márcia buscou a parceria do PNSHL e de outras instituições, como a EMATER e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Entre os itens discutidos mensalmente pelos agricultores e a equipe da UFPR-Litoral estão: a adequação ambiental das propriedades, visando não apenas o atendimento à legislação, mas, principalmente a conservação da água e do solo; o planejamento da produção de forma a promover a transição do modelo tradicional para o sistema agroflorestal; e a formação de uma rede de produtores capazes de fazer a autocertificação de seus produtos e participar da Rede Ecovida de Agroecologia, uma forma de melhorar a qualidade dos produtos e acessar os mercados consumidores mais exigentes.

Uma pequena parcela dos agricultores envolvidos no projeto ainda se encontra dentro dos limites do PNSHL e suas atividades encontram amparo legal (Lei n° 9.985/200, Art. 42) até que sejam concluídos os processos de indenização ou reassentamento. Para estes produtores, os alunos do curso de Agroecologia envolvidos no projeto, orientados pela equipe do PNSHL e pela professora Márcia, realizarão um mapeamento detalhado da propriedade, com o objetivo de subsidiar a elaboração de termos de compromisso entre o produtores e a administração do Parque – uma forma de compatibilizar a presença das populações residentes com os objetivos da unidade, sem prejuízo de seus modos de vida, fontes de subsistência e locais de moradia.

Para conhecer o projeto na íntegra, clique aqui.

PNSHL ainda é pouco explorado por pesquisadores

O Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (PNSHL) é uma unidade de conservação de proteção integral situada nos municípios de Matinhos, Guaratuba, Morretes e Paranaguá, litoral sul do Estado do Paraná, cuja gestão está a cargo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. Em seus 25.000 ha, protege um dos trechos mais bem conservados da Mata Atlântica no país, abrangendo parte da Serra do Mar paranaense denominada “Serra da Prata”.

Contempla ambientes que variam de 10 metros sobre o nível do mar até montanhas com altitudes superiores a 1.400 metros. Tais montanhas compreendem uma representativa amostra de vegetação de Floresta Ombrófila Densa em suas sub-formações: submontana, montana, altomontana e campos de altitude. O PNSHL é reduto de diversas espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção e permite a sobrevivência de espécies altamente especializadas.

Brachycephalus izeksohni

As elevadas altitudes, associadas a os fatores climáticos, pedológicos e vegetacionais característicos, possibilitam a ocorrência de considerável grau de endemismo. Um dos exemplos é o anuro Brachycephalus izecksohni, que mede apenas 125 milímetros e é endêmico das regiões mais altas da Serra da Prata, onde foi descrito em 2005. Mamíferos de grande porte como a anta (Tapirus terrestris), a onça-pintada (Pantera onca) e a suçuarana (Puma concolor) estão entre os animais protegidos pelo Parque. Entre as espécies vegetais ameaçadas de extinção estão o Palmito-jussara (Euterpe edulis), Canela-preta (Ocotea catharinensis), Canela-sassafrás (Ocotea odorifera), Guassatunga (Casearia paranaensis), Xaxim (Dicksonia sellowiana), Guamirim (Myrcia tenuivenosa). Há ainda um grande número de epífitas, com destaque para bromélias e orquídeas.

O perímetro do Parque está inserido na área-núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (UNESCO), em área importante para conservação de aves (Important Bird Áreas – BirdLife International), dentro das Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade (MMA), na área de Tombamento da Serra do Mar (Estadual) e na Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual de Guaratuba.

O Parque está situado a menos de 100 km de Curitiba, tendo como principal acesso a BR-277 (rodovia Curitiba – Paranaguá). Sua Sede Administrativa – na parte sul do Parque, em Matinhos/PR – pode ser acessada pela PR-508 (rodovia Alexandra – Matinhos), ou pela PR-412, via ferry-boat, a partir de Guaratuba, para quem vem de Santa Catarina. No entorno do Parque existem inúmeras propriedades rurais com plantios agrícolas e piscicultura, além de áreas com alta pressão urbanística (balneários) e econômica (sítios de implantação de programas governamentais na área de transportes, mineração, etc).

A grande disponibilidade hídrica existente na Serra da Prata resulta em mananciais superficiais de fundamental importância: ao protegê-los, o PNSHL fornece água de excelente qualidade à grande parte da população desta região do litoral paranaense.

Deslizamentos na Serra da Prata, porção norte do Parque

A região apresenta, naturalmente, grande fragilidade ambiental e foi cenário de extensos deslizamentos de solo e pedras no início de 2011, devido às chuvas intensas e contínuas. Tais eventos climático-geológicos  geraram novas oportunidades de pesquisas, incluindo a recuperação das áreas afetadas.

Existem poucos trabalhos de pesquisa realizados no âmbito do PNSHL, que é aberto a todas as áreas do conhecimento. O Parque possui alojamento para pesquisadores na cidade de Matinhos, junto à Sede Administrativa, até o final de 2011 (depois, haverá mudança de endereço e um novo alojamento ainda está em negociação), e dispõe de veículos para eventual apoio a pesquisas. Na cidade de Matinhos há hotéis, pousadas, restaurantes, lan house, hospital e demais infraestrutura necessária.

Para realizar pesquisas no Parque, o pesquisador necessita solicitar autorização por meio do SISBIO (www.icmbio.gov.br/sisbio).

A equipe do PNSHL coloca-se à disposição para demais esclarecimentos no telefone (41) 3452-6340 e no e-mail parnashl.pr@icmbio.gov.br .