Dia Mundial do Meio Ambiente – Evento na UFPR Litoral reuniu comunidades atingidas pelas enchentes

Moradores de Morretes, Paranaguá, Guaratuba e Antonina participaram de evento no Dia Mundial do Meio Ambiente

No último domingo, 05 de junho, cerca de 290 moradores de comunidades atingidas pelas enchentes e deslizamentos ocorridos no mês de março, participaram do I Foco – Fórum das Comunidades do Litoral do Paraná. O evento foi organizado pelo Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná com o objetivo de fortalecer a articulação entre as comunidades atingidas e promover o diálogo direto com as instâncias públicas responsáveis pelo acesso aos direitos básicos dos cidadãos.

No período da manhã, os participantes de cada um dos municípios atingidos se reuniram em grupos para pontuar suas necessidades e reivindicações. Muitas das questões levantadas foram problemas que estavam presentes antes mesmo das enchentes e deslizamentos. Todos apontam problemas relacionados aos serviços públicos, como a dificuldade de acesso, de transporte coletivo e a precariedade dos serviços de saúde. Segundo o diretor da UFPR Litoral, Valdo Cavallet, o evento proporcionou uma maior interação entre as famílias e comunidades, visando melhorar as condições de vida no litoral do Paraná. “Este momento proporciona um conhecer mútuo, as comunidades estão pensando em ações conjuntas umas com as outras, com a universidade e com os órgãos públicos”, explicou Cavallet. Para ele, a população que vive no litoral deve ser reconhecida pela sua resistência, afinal a região é historicamente negligenciada.

Juçara Scomasson, que vive em Morretes, enfatizou que há dificuldade de comunicação e desencontro de informações entre as famílias e os representantes do poder público. Antônio Gomes, também de Morretes, afirma que os moradores precisam ter acesso e compreender os estudos geológicos feitos na região, manifestando sua preocupação com a recente recomendação do Ministério Público Estadual, que estabeleceu umprazo para remoção das famílias da comunidade Floresta. “A maior urgência é melhorar a gestão de todo esse processo, como serão estes próximos cinco meses na região de Floresta, já que o Ministério Público deu esse prazo para a desocupação?”, questionou Gomes.

Para o Capitão Fabrício Frazatto dos Santos, comandante da Defesa Civil do Litoral Paranaense, é necessário embasar as decisões em laudos técnicos e não em suposições. “Normalmente os processos de realocação de pessoas leva em média um ano. Mas no caso de Floresta não há como esperar esse tempo. Por isso, o Ministério Público está cobrando das autoridades que o processo aconteça em cinco meses”, explicou Capitão Frazatto.

A equipe do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange participou das discussões pois, embora não atue diretamente no fornecimento dos serviços básicos à população, a Unidade de Conservação foi afetada pelas chuvas e sua administração tem sido continuamente solicitada se manifestar em questões que envolvem a UC e seu entorno imediato. Na opinião de Rodrigo Filipak, analista ambiental do Parque, “a participação no evento, em especial nos grupos de discussão dos municípios, foi muito importante para promover a aproximação entre a equipe da UC e os moradores e conhecer detalhes que auxiliarão a administração do Parque na tomada de decisões referentes às demandas das comunidades”.

Ao final do evento, foi lida uma carta de reivindicações e intenções que será encaminhada aos órgãos competentes. A carta será disponibilizada em breve.

Fonte: UFPR-Litoral

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